sábado, 30 de abril de 2011

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Agora preciso de tua mão, 
não para que eu não tenha medo, 
mas para que tu não tenhas medo. 
Sei que acreditar em tudo isso será, 
no começo, a tua grande solidão. 
Mas chegará o instante em que me darás a mão, 
não mais por solidão, mas como eu agora: 
Por amor.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

As mais tops da balada !

As mais tops da balada !

Como diria meu amigo Gabriel e metade da minha turma: essas músicas são as mais tops da balada !
Adoro essas expressões que a ‘juventude’ usa aliás, elas são muito engraçadas, o que comprova mesmo que as mentes jovens são as mais criativas e que, só usam essa criatividade pra fazer merda.
Como o Gabriel não está excluso desta maça predominante, e porque ele tem uma mão 2 vezes maior que a minha e também porque eu disse que ele jamais poderia ver meu blog û.u ( haha)
Vou postar aqui a lista top da balada que ele me passou antes mesmo de eu mesma ouvir.
Sei que ninguém vai vir ler nada nessa joça mas, não me custa postar coisas.
Asseguir The Best of Gabriel

Love is not a competition- Kaiser chiefs (   mas existe um cover do paramore realmente bom que ele teima em discorda but ok)

Swing life away  e Hero of war -Raise against

Take me out
Jeckeline
Fire
Do you want to  - todas do Franz ferdinand

E incluo também á lista, a Linda Hero do Creed

Emfim, ouçam se puderem : )

Um beijo,

sábado, 23 de abril de 2011

A impossível partida

Como poder-te penetrar, ó noite erma, se os meus olhos cegaram nas luzes da cidade
E se o sangue que corre no meu corpo ficou branco ao contato da carne indesejada?…
Como poder viver misteriosamente os teus recônditos sentidos
Se os meus sentidos foram murchando como vão murchando as rosas colhidas
E se a minha inquietação iria temer a tua eloqüência silenciosa?…
Eu sonhei!... Sonhei cidades desaparecidas nos desertos pálidos
Sonhei civilizações mortas na contemplação imutável
Os rios mortos... as sombras mortas... as vozes mortas...
…o homem parado, envolto em branco sobre a areia branca e a quietude na face...
Como poder rasgar, noite, o véu constelado do teu mistério
Se a minha tez é branca e se no meu coração não mais existem os nervos calmos
Que sustentavam os braços dos Incas horas inteiras no êxtase da tua visão?...
Eu sonhei!... Sonhei mundos passando como pássaros
Luzes voando ao vento como folhas
Nuvens como vagas afogando luas adolescentes...
Sons… o último suspiro dos condenados vagando em busca de vida...
O frêmito lúgubre dos corpos penados girando no espaço...
Imagens... a cor verde dos perfumes se desmanchando na essência das coisas...
As virgens das auroras dançando suspensas nas gazes da bruma
Soprando de manso na boca vermelha dos astros...
Como poder abrir no teu seio, oh noite erma, o pórtico sagrado do Grande Templo
Se eu estou preso ao passado como a criança ao colo materno
E se é preciso adormecer na lembrança boa antes que as mãos desconhecidas me arrebatem?..



vinicius de moraes.