Que grande perca de tempo é tremer dos pés a cabeça, só pela perspectiva de estar longe. De não ser mais o foco do coração de alguém.
Ruim mesmo, é que isso nos leva, ao menos, me leva. Me leva a pensa no meu prórpio coração e em seus focos, muito, muito desfocados.
No fundo, não deve ser carência o motivo, dos meus pés congelarem pra fora do cobertor. Não deve ser esse o motivo, dos dramas de qualquer tele novela velha me levar a derreter-me em lágrimas.
Nem fale em lágrimas então, sempre me queimando pelos olhos.O que leva alguém a se sentar em frente a uma máquina e escrever, com o peso de todo o julgo do mundo nas costas? desejando que o céu desabe. Desabe nessa chuva santa. Me sento aonde esse vento faz a curva.
Pai, não sei quantos dias fazem que você foi embora. Eu me sinto melho quando nos os conto passar. Desde que fiquei sozinha, tenho sentido ainda mais a falta que você faz.
Sinto falta até de te ver bravo, porque sempre deixo ligada a televisão.
Odeio nunca poder fala de sentimentos, quando se trata de você.
Odeio ter puxado esse traço de você.
De qualquer jeito, hoje não é bem um daqueles dias de sentir falta. Estou sempre sentindo mesmo.
Sabe a grama que nos plantamos no jardim?
chova o quanto chover e ela continua seca, as vezes acho que me pareço com ela. Como hoje.
Não gosto de ser tão seca assim, como essa grama morta do quintal.
é errado sentir-se sozinho, no meio de toda essa multidão?
assim quando meu coração, se encontra tão longe da alma, que nem posso mais ouvi-lo bater.
Estou me lembrando de quando era novinha, e dormia com a luz acesa porque tinha muito medo do escuro.
Lembro que você sempre apagava a luz antes de eu ter dormido e os monstos começavam a surgir em minha frente.
Eu ainda tenho medo do escuro.
o Sol nunca nasce para mim.
A chuva abraça os meus pés.
que bobeira. que grande besteira é sentir-se sozinho, e ser no final, uma grande de uma indiscreta.
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