sábado, 7 de janeiro de 2012

Bilhões de corações

Faz uma noite quente dentro de mim, não sinto , mas eu sei. Leio um texto antigo sobre corações bombeadores de sangue e não de palavras, corações que trabalham como máquinas e não sentem. Eu me sento em frente a uma tela brilhante , reluzente, ainda toda em branco e reflito. Mentira, não reflito sobre nada. Espero que a tela começe a se manchar sozinha, que não precise de meu sangue, meus dedos, minhas letras, meus sentimentos. O maior problema de todos, de fato é, que telas brancas e pacientes não se enchem sem que você pinte nelas. Suas impressões digitais não ficam isentas por entre as linhas, seus sentimentos não ficam ocultos pela sombra das palavras. Por isos me sentei e quis dizer milhões de coisas que não disse nem pra mim. Pensei em milhões de coisas engraças, coisas inúteis, opiniões que ninguém quer saber; que eu mesma não quero saber, e por isso nada escrevi. Mergulhei no brilho luminoso da tela em branco e escrevi sem saber aonde as palavras me levariam; caminhei com meus dedos. Lembro, agora, das 5 páginas que orgulhosamente percorri de " O tretrato de Dorian Gray ". Tem coisas que sobre ele, quero falar, mas a pergunta é mais forte do que qualuqer outra besteira que me passe agora pela cabeça. Alguém mais sempre achou que dorian gray fosse uma menina, uma mulher? Porque será que nunca me veio a mente a possibilidade de se tratar de um belo rapaz de cabelos loiros, olhos azuis, animalçao juvenil. Simplesmente porque não me passou. Deixando o belo dorian de lado, penso agora em seu pintor, recusando-se a expor o belissimo, estoenteante retrato do menino." Expus Demasiado de mim mesmo ". Aquilo não só ficou preso dentro de mim, como escorreu por entre as minhas veias simples e normais de ser humano. Há tantas coisas que jamais poderei dizer, assim como Hallward, por não querer que me leiam tantos outros desconhecidos, que me julguem. Pensie sobre isso e encontrei diversas incongruencias sobre mim mesma. Não quero que me leiam, mas de fato, aqui estou eu, me escrevendo. Me desenhando, exata, completamente alegorica sobre o momento. Então, quero que me saibam, que me sintam, ou não quero que me vejam, me escondendo por detrás do que escrevo? quero curar meu tédio, minhas loucuras, colocando as pra fora , dentro dessas linhas? Ou não estou á expelir os meus anceios, tirando tudo que há em mim  sem que me sobre nada? Não sei. Me lembro que escrevo porque gosto de escrever, de contar as minhas mesmas e velhas histórias. eu me escuto Todo dia. Eu a svejo todo dia, me canço delas todos os dias. Mas somos todos uma bela contradição não é mesmo? Nada tem a ver tudo isso que escrevi com os bilhões de corações que batem agora nesta Terra. Ou talvez eu tenha lhes dito tudo.um mistério que me assombra?
como podem haver bilhões e mais bilhões de tambores, gritando em milhares de outros sentidos, e ainda exista gente, ainda exista eu, ainda exista mundo, que com os ouvidos bem abertos, bem fechados, mergulhados em silêncio, não possam escuta-los? ?Será que além de naturalmente cegos, somos surdos?

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