quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O amor em minúscula

Quem nunca comprou um livro e, ao se sentir extremamente desapontado, se recusa a parar de lê-lo simplesmente por ter depositado nele, mais dinheiro do que poderia ser capaz de jugar que o merecia? Não sei, mas como a maioria das coisas que eu faço, me parece algo bem comum. Foi lendo um desses livros inicialmente, meiamente, ou quase finalmente decepcionantes, que ganhei por pressão de aniversário, que descobri que a perseverança vale a pena. Odiando e amando ao mesmo tempo, me entreguei nas horas ociosas ao desesperador, sem sentido, mal escrito? não, simplesmente nada charmoso, mas cativante, amor em minúscula de Fransesc Mirales. O pequeno Mishima na capa cabou me seduzindo. sempre quis ter um gato.
De qualquer maneira, depois de muito criticar, me perdi nas páginas do pequeno livro cheio de histórias incongruentes e de muitos mistérios. Saio de dentro de suas páginas morrendo de vontade de finalmente ler esse tal Witman de que todos falam. De ler um conto sobre um pai que morre esmagado por um porco. Ler um livro sobre um pimguim, de um cara da Ucrânia. De aprender literatura alemã, e definitivamente de entender o que diabos é o efeito do tão citado, amor em minuscula.
Eu poderia transcrever do livro partes em que o solitário Samuel  descreve o que é tal fenômeno, mas seria mais emocionante achar um gato e ver no que vai dar. A ultima frase, claro, só poderá entender quem leu tão lenta obra. eu fico aqui pensando em gatos, o que me faz lembrar da Polliana, e da ausência do Caio, de quem eu encho os ouvidos com essas bobagens, de Haicais, livros alemães, amor em minuscula e desejos de adotar bichos. Serei breve. 2012 começou animado, eu, eu talvez não, conheço tanto de minhas variações de humor e tão pouco de mim mesma, talvez conhecer-se pouco torne tudo muito mais interessante, Quero descobrir que loucura toda é essa de acontecimentos catastróficos, nucleares que se desencadeiam através de uma pequena ação. colocarei um prato de leite do lado de fora da porta e esperarei pelo alor em minúscula. Quando eu descobrir o que é, podem apostar que escreverei.

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