acho que era pra eu ter morrido, e por isso eu ando me sentindo muito estranha de ontem pra hoje. Como se eu tivesse tapeado meu próprio destino e vivido, quando era pra ter acabado;tragicamente.
eu não contei pra ninguém porque ainda estou um tanto quanto traumatizada, mas quarta-feira escapei por um tris de uma tentativa de seqüestro.
Sem mais detalhes, só posso dizer que ao lado de uma mata e com ruas desertas, até agora me pergunto como foi que eu escapei, como foi que aquele ser deplorável não executou seu intento.
Felizmente havia uma polliana perto do portão, e inexplicavelmente alguém pra guiar meus passos.Deus, não sei o que eu teria feito.
O fato é que só fui entender o perigo quando pude respirar aliviada do portão pra dentro, e ai veio o desespero, e as hipóteses, contidas é claro.
Acho que estou sofrendo de transtorno pós-traumático. Ando com medo de tudo; de todos.
Mas não é exatamente isso que me incomoda, é o fato de saber que eu deveria ter sido ferida, que eu deveria ter sido asassinada, foi pensar que a morte seria um presente com o que ele poderia ter tentado fazer, foi por alguns segundos ( quando não havia nenhuma saida) desejar morrer e ao mesmo tempo perceber o quanto eu gostava de estar viva.
posso comprovar com muita certeza que essa história do filmezinho na cabeça é tudo uma mentira, tudo o que você sente é um medo terrível, e é claro, pensa nas pessoas que você ama, pensa em deixa-las para tras, pensa na dor que vai trazer a ela; á sua família.
Enquanto corria não pensei em mais nada, nem percebi o carro parado ao meu lado na rua deserta, meu pensamento voava pra longe, pairava sobre coisas sem importância, futeis, pensamentos ruins de se ter.
derrepente era eu e a minha vida, tão rápido, sem nenhuma dica, nenhum aviso. Sinto como se houvesse ganho na loteria, por um bilhete que nem fui eu que comprei. e agora, burlei o 'possível' destino e não sei o que fazer com ele.
Mas o sentimento bom de estar viva, a gratidão de não ter sofrido os horrores da televisão na própria pele, é indescritível. Me tira o ar.
Meu Deus, obrigada.
eu não devia estar aqui, não mesmo.
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