quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Silêncio mudo

sou uma mentira.
Versos sussurrados, que eu mesma canto em meus ouvidos
notas mortas, músicas tortas
verdadeiramente concisa.
se já tive asas, que desabrochem agora, no tempo em que voar pra longe é preciso
se o coração amigo, deixaste na porta,
fugir á agora, pelo piso liso.
sou uma mentira,
que eu mesma conto virada ao espelho
porque minto se digo, que as lágrimas minhas
são fardos pesados
espessos.
lágrimas de mentira
 marionete das poesias,
sou somente vento, e a palavra amor
sustento
pra devaneios tolos
que a mente fatigam.
E se sou somente intriga, prazer tenho na mentira
e no cegar eterno da mente
que de todo drama, dramatiza
pra quem sente, contente
jogue fora aquilo que pisa


- Luciana.

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