Havia uma garota sentada na ultima esquina com a ultima casa , numa ultima rua, no ultimo bairro de uma ultima cidade de um ultimo mundo. Fazia um daqueles fins de tarde agradabilíssimos onde se pode ver o pôr do Sol mesmo com os olhos fechados. Por um instante, essa ultima garota fechou os olhos e deixou que a atmosfera empurrasse para dentro de seus pulmões um ar úmido, mas cheio de terra. Um daqueles segundos passados em completo êxtase existencial, foi isso que ela viveu e presenciou observando aquele belo pôr do Sol. Não se tratava somente de um ultimo desse, no ultimo céu, enquanto as praçinhas iam ficando desertas e a luz ia se extinguindo. Não se tratava apenas de um ultimo fenômeno colossal de um mundo prestes a dar seu ultimo suspiro. Não. Tratava-se, dentro da ultima cabeça pensante, do ultimo coração pulsante. Tratava-se da despedida da ultima moradora de um universo que minguava para dentro de se próprio e implodia. A ultima garota passou os cabelos por detrás das orelhas e ajeitou-se por cima das ultimas caixas empacotadas. Suas malas já haviam partido, assim como a casa, a confeitaria, a sorveteria, o parque de diversões e até mesmo o seu balanço central favorito. Tudo aquilo que naquele mundo ela prezava, desaparecera em um turbilhão mágico de espuma que, encheu-se com o ar aquele mesmo que ela expirou,e num ‘bang’ oco, se desfez. Ela sorriu ao ver o sol se esconder por entre as também ultimas nuvens, e acenou aos raios que mais pareciam feixes de aurora. Ela ergueu as mãos numa ultima e débil tentativa de acariciar os átomos de gás hélio flutuantes, mas, o processo se adiantava e o Sol já partia em direção ao nada infinito que é o fim ou o esquecimento, ela, estranhamente, não se chateou. Ergueu-se como um daqueles castelos de areia que o mar facilmente leva embora e fitou as caixas de madeira que no início fizera de banco. Havia coisas pulsantes dentro delas, coisas das quais a garota não queria desfazer-se de jeito nenhum. Eram pequenas bugigangas coloridas e brilhantes que faziam força contra as paredes débeis que ela havia construído, mas por mais que tentassem, eu as segurava firme e as comprimia junto àquela ultima parede na estradinha de barro. Os fogos de artifício encaixotados explodiam tentando chamar minha atenção, em vão. Virei-me de costas para eles até que num ultimo lamento como muitas ultimas coisas naquele ultimo minuto de mundo, perceberam que sem sentido era ,sua luta perdida contra as barreiras fortes de minha mente. Fitaram-me docemente e se apagaram. Sorri meio boba e meio tonta, meio livre. Nesses últimos instantes que compõe um minuto ‘pra sempre jamais’ é que se entende que não se pode viver a negar a sua própria natureza. A menina que era tudo e sabe se lá se era eu, não podia negar naquele maravilhoso e simples fim de tarde, que aquele não era seu mundo e mais tarde haveria de ter que retornar de um sonho do qual se sabe que pecou por estender-se de mais. Sabem-se bem, essas pessoas próprias que tem medo de abrir os olhos e estar no escuro, que, sempre existirão momentos em que estaremos numa ultima rua, numa ultima esquina, fitando o adeus interno de um último Sol amarelo, que se põe por trás de um sorriso calado ou um suspiro que nunca veio. Conheço-me bem, verdadeiramente, pra saber que não nasci pra odiar ninguém e muito menos pra ditar as regras de um mundo do qual sem querer, faço parte. Aprende-se nesses instantes minguados, afogados em si mesmo, que não se controla o tempo, o vento, a vida nem a morte, quanto mais as fatalidades que envolvem o seu próprio coração , que apesar da rima não chora. São em considerações finais de últimos capítulos de histórias que se escrevem sozinha,que se sorri do fundo do coração por descobrir que se amadureceu, se viveu, sofreu e porque não dizer, venceu. Venci sim, uma luta interna, externa, universal, existencial, pra descobrir no final o que é ser a ultima pessoa no fim da rua dos sentimentos. Lutei, cai, levantei, e venci. Venci uma luta que , antes de tudo, lutei por mim mesma e comigo mesma, e só ao descobrir que sempre fora comigo é que cuspi o sangue da boca e aprumei-me a esperar este belo pôr do sol que vejo agora. Não me sentei na janela de nenhum avião e nem encostei-me ao banco de um último carro. Não me fui de bicicleta, nem de patins, muito menos, a pé. Chega um dia em que já se caminhou tanto por seus próprios mundos que a idéia de bater perna dentro de si mesma torna-se insuportável, posto que preferi sentar e apreciar. Muitas coisas se desfaziam ao meu redor de formas belas e inteligíveis. Tangíveis. Choveram corações de chocolate, risos, criaram-se estradas de nuvens, caixas tornaram-se silêncios, e rostos foram esquecidos quando, de uma hora pra outra, rebobinaram a fita até o primeiro momento em que se encontram e vejam só: viraram os olhos ou não se deram as mãos. E no último segundo voltou-se ao momento da criação e o mundo tomou a forma que outrora fora, pra iluminar-se completamente e explodir. Ou seria desistir? Não. Não, o mundo só ficou velinho e eu também, me tornei velha e saturada dentro deste coração. Então se iluminou e me iluminou e me trouxe paz, e alegria e riso verdadeiro aquele gosto amargo e viciante que é a liberdade. Meu mundo interno morreu.
Não que a escuridão de um universo vazio não a deixasse assustada. Não que seguir sozinha fosse prazerosamente emocionante. Mas fato era e sempre foi que jamais esteve sozinha, nem antes e nem depois, e deu as mãos ás estrelas dentro dos meus olhos. Sorriu. Sorriu de novo e uma outra vez. Soltou, permitiu. Acenou e disse adeus. Tudo isso ainda empoleirada na ultima montanha, no ultimo mar, na ultima milha daquele agradecimento. E enquanto apagava-se aquela luz a qual tanto se apegara, despediu-se com voz de anjo, fingindo que anjo era, e o Sol se pôs, como pra ela a muito já devia ter se posto. Não havia mais o que dizer em letras cantadas de dentro de si, de fora de si. O Sol se desfez como chama que é soprada e fez-se a escuridão tão temida; mas seus olhos brilharam. Toda ela começou a brilhar e a reluzir , e vejam só se ela também não se desfez, vertendo pelas veias ,rosas, pela boca, borboletas, pelos olhos, alegrias, e pelos pés, milhas acompanhadas. Desfez-se porque esta era sua hora. Nenhum minuto a mais nem um minuto a menos. Era agora. e em seu último átimo consciente, ela sabia. Ela sabia e já feita em milhões de pedaçinhos, dizia adeus a última esquina da ultima casa, que já nem existiam, e sem ter boca sorriu, e sem ter voz, ressoou. Morri naquele instante, morri dentro de mim, junto com uma bela personagem fictícia que vendia flores. Morri e vivi, bem ali.
E quando o Sol se punha do lado de fora das minhas poucas ( nem tão poucas) palavras, eu lhe escrevia , finalmente, depois de séculos talvez, uma ultima carta. Somente nesta, verdadeiramente feliz, por poder caminhar com os próprios pés e pra pedir que fiques pra sempre distante. Sol entende Sol, fé entende fé, sem que mais palavras precisem ser ditas. Assinei como quem se lembra quem foi numa vida passada, mas que percebe, vejam só que curioso, numa ultima rajada de vento que leva dos seus dedos, a pena. Que era um mundo de Sol que se foi por detrás das nuvens, e que ela também poderia ser o Sol e nascer noutro lugar.
Pois não se pode negar a si mesmo. E sou luz que se apaga do seu coração, pra poder ser outra luz, de outra cor, de outro sabor em outro lugar. Onde não existam momentos em que se esita. E poderei olhar, sem querer piscar, nos olhos de alguém que também não vai querer piscar para os meus. Mas quem não desvia o olhar de mim? se sou luz.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Não coma neve amarela
Sou tudo isso que consome tua mente
Um pedaço frio e quente de um espaço sideral
faminto.
Sou flor rosa, que já murchou.
Pasta de dente.
Sou um sorriso que jamais chorou
ou mente que jamais pensou.
Sou oca de vaziezas.
Sou cheia de estranhezas.
Complicações
Não rio.
Não entristeço.
Não acho que alma se desce nadando pelo rio
Canto enquanto suspiro
Não amo
Desapareço.
Sou como chuva que diz que desce mas não vem.
Sou o vento que bagunça meus cabelos
Sou felicidade e esperança.
Só carne e dedos.
Só ignorância
Sou cinza, preta, branca
e amarela.
Estrela, super-nova.
Buraco negro
Me puxo para dentro de mim mesma e me consomo
sou só mais uma flor a quem o pérfume
já deixou.
Um pedaço frio e quente de um espaço sideral
faminto.
Sou flor rosa, que já murchou.
Pasta de dente.
Sou um sorriso que jamais chorou
ou mente que jamais pensou.
Sou oca de vaziezas.
Sou cheia de estranhezas.
Complicações
Não rio.
Não entristeço.
Não acho que alma se desce nadando pelo rio
Canto enquanto suspiro
Não amo
Desapareço.
Sou como chuva que diz que desce mas não vem.
Sou o vento que bagunça meus cabelos
Sou felicidade e esperança.
Só carne e dedos.
Só ignorância
Sou cinza, preta, branca
e amarela.
Estrela, super-nova.
Buraco negro
Me puxo para dentro de mim mesma e me consomo
sou só mais uma flor a quem o pérfume
já deixou.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Dia de pintar o cabelo e mudar !
~Bem, como vocês acabaram de ler no título, hoje eu deixei de ser loira e voltei a ser morena. Foi uma mudança bem tranquila mas ver meu cabelo caindo aos moontes no chão me deixou desesperada ( exageiro) . Fato é que ,agora andarei por ai exibindo madeixas pretas levemente avermelhadas nas pontas, e uma franja estilo india ! \o/ Está dificil me acostumar, mas me acostumo, me acostumo.
Não tem jeito, eu sou muito viciada em Florbela Espanca, acho que nem estou preucupada em cansar vocês porque, as coisas que ela fala, são as mesmas coisas que eu estava pensando.
Boa noite pra quem assim como eu, ficou decepcionado porque hoje não teve chuva !
O noivado
O luar branco, um riso de Jesus,
Inunda a minha rua toda inteira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
A sacudir as pétalas de luz…
A luar é uma lenda de balada
Das que avozinhas contam à lareira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
Que jaz na minha rua desfolhada…
O Luar vem cansado, vem de longe,
Vem casar-se co´a Terra, a feiticeira
Que enlouqueceu d´amor o pobre monge…
O luar empalidece de cansado…
E a noite é uma flor de laranjeira
A perfumar o místico noivado!…
Não tem jeito, eu sou muito viciada em Florbela Espanca, acho que nem estou preucupada em cansar vocês porque, as coisas que ela fala, são as mesmas coisas que eu estava pensando.
Boa noite pra quem assim como eu, ficou decepcionado porque hoje não teve chuva !
O noivado
O luar branco, um riso de Jesus,
Inunda a minha rua toda inteira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
A sacudir as pétalas de luz…
A luar é uma lenda de balada
Das que avozinhas contam à lareira,
E a Noite é uma flor de laranjeira
Que jaz na minha rua desfolhada…
O Luar vem cansado, vem de longe,
Vem casar-se co´a Terra, a feiticeira
Que enlouqueceu d´amor o pobre monge…
O luar empalidece de cansado…
E a noite é uma flor de laranjeira
A perfumar o místico noivado!…
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Indolor incolor
Boa noite queridos inexistentes leitores!!
Pra quem não sabe, ( ou não ouviu meus gritos de alegria e lágrimas) , hoje choveu em Goiania. Sim, acreditem ou não, choveu. E não contente com um chuvisco, veja só, meu Deus! choveu o dia todo. Só pra relembrar que eu amo a chuva e que meu coração foi inundado de felicidade. Sim, hoje estou declarando amor a todas as coisas. Mais tarde ou amanhã falarei mais sobre chuvas, calor e etc etc.
Hoje, gostaria de postar um dos meus poemas favoritos.( notem a ambiguidade- estou revendo ambiguidade em texto kk) Não, não fui eu quem escreveu. Foi o meu melhor amigo Klaus.
Vou posta-lo porque, bem ,porque tive vontade e tem tudo a ver com o dia.
Dor e domadores de elefantes
É para esconder a saudade
Eu escrevo agora
É para sufocar
Entupir-me com meus próprios álibis
Vamos rir das pessoas estranhas
Que circulam por esta rua.
Rir devagar, apreciando.
E depois, esquecer desses rostos
E a beleza das rosas.
As folhas secas espalhadas
Pelo chão da casa
Estalam sob nossos pés descalços
Que dançam às escuras.
Não brincar com o ofício dos anjos
É minha sugestão a mim mesmo:
Não escrever.
Isto provoca lembranças
E um desejo de não ser nada
Para ao menos tentar desejar.
Faça um teste numa noite:
Cace pirilampos.
Deixe-os carregarem você pelo céu.
Permita e ria
Ria com soberba de sua agonia.
Quando o dia estiver amarelo
E chover subitamente
Não diga que não avisei, não brinque
Com o ofício dos anjos.
Todos nós o conhecemos
Conhecemos o velho boiadeiro
Que beija sua gaita pelo prado
Sobre seu cavalo branco.
E não são melodias vãs
O velho toca Guns.
Perdão se falta o sentido
É que meus olhos se fecham
Se fecham para me transportar ao além
E ninguém disse que seria fácil...
É impossível dormir
Pensando que num átimo adormecido,
Acorda-se.
Eu sei.
Sei que em algum campo qualquer
Correm livres os coelhos
É difícil imaginar
Alguém atroz o bastante para extrair
Do morango, o seu vermelho.
Pra quem não sabe, ( ou não ouviu meus gritos de alegria e lágrimas) , hoje choveu em Goiania. Sim, acreditem ou não, choveu. E não contente com um chuvisco, veja só, meu Deus! choveu o dia todo. Só pra relembrar que eu amo a chuva e que meu coração foi inundado de felicidade. Sim, hoje estou declarando amor a todas as coisas. Mais tarde ou amanhã falarei mais sobre chuvas, calor e etc etc.
Hoje, gostaria de postar um dos meus poemas favoritos.(
Vou posta-lo porque, bem ,porque tive vontade e tem tudo a ver com o dia.
Dor e domadores de elefantes
É para esconder a saudade
Eu escrevo agora
É para sufocar
Entupir-me com meus próprios álibis
Vamos rir das pessoas estranhas
Que circulam por esta rua.
Rir devagar, apreciando.
E depois, esquecer desses rostos
E a beleza das rosas.
As folhas secas espalhadas
Pelo chão da casa
Estalam sob nossos pés descalços
Que dançam às escuras.
Não brincar com o ofício dos anjos
É minha sugestão a mim mesmo:
Não escrever.
Isto provoca lembranças
E um desejo de não ser nada
Para ao menos tentar desejar.
Faça um teste numa noite:
Cace pirilampos.
Deixe-os carregarem você pelo céu.
Permita e ria
Ria com soberba de sua agonia.
Quando o dia estiver amarelo
E chover subitamente
Não diga que não avisei, não brinque
Com o ofício dos anjos.
Todos nós o conhecemos
Conhecemos o velho boiadeiro
Que beija sua gaita pelo prado
Sobre seu cavalo branco.
E não são melodias vãs
O velho toca Guns.
Perdão se falta o sentido
É que meus olhos se fecham
Se fecham para me transportar ao além
E ninguém disse que seria fácil...
É impossível dormir
Pensando que num átimo adormecido,
Acorda-se.
Eu sei.
Sei que em algum campo qualquer
Correm livres os coelhos
É difícil imaginar
Alguém atroz o bastante para extrair
Do morango, o seu vermelho.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Goodbye September, Bye
Querida vovó,
As coisas tem mudado muito por aqui em sua casa. Acredito que , se ainda morassemos juntas você teria nos feito o favor de sugerir uma mudança. Iriamos todos para um lugar bonito e calmo do litoral, onde houvessem bastantes lojinhas para as suas compras. Seriam locais e o momentos perfeitos. Eu e você andariamos descalças na praia e nossos cabelos se embarassariam com o vento. A areia entupiria nossos poros e você ficaria a rogar precauções enquanto as ondas do mar lambessem seus dedos. Diria " uiuiui" como só você sabe, e o céu estaria limpido e azul. Estariamos a família inteira bem instalada numa casa colonial um num hotel 5 estrelas. Acho que você, dondocada como só, escolheria o hotel. Fariamos bastantes coisas inuteis a tarde inteira. Eu, você a mamãe e a madrinha, e, se fosse perfeito mesmo, até a futura priminha Beatriz. Quando estivessemos voltando pra casa ,tranquilamente, as barrigas cheias e as carteiras vazias, as caras satisfeitas, veja só, vovó o que aconteceria: começaria a chover. Bem devagarzinho sabe. O céu ficaria cinza mas depois voltaria a ser azul; e a chuva deliciosa molharia muito mais do que a estrada percorrida, muito mais que a praia , as árvores e o mar. Molharia eu e você. Tá,você reclamaria , com medo de um resfriado, mas eu, por dentro, exultaria.Até porque estamos falando do meu mundo perfeito, Dona Iraci, e nele eu posso escrever sem seguir regras gramaticais, e me sentar na grama verdinha do jardim, rodeada de passaros e sentindo frio nos pés. No meu mundo perfeito, sabe, agente conseguiria dormir em paz, e talvez eu acordasse as nove da manhã com o pescoço doendo porque os travesseiros da sua casa são finos e duros. Talvez a luz não entrasse pelas frestas dos meus olhos porque suas janelas eram muito bem tampadas com papel insufilme, e talvez ( sonhando alto) se fizesse frio, eu não o sentiria porque seriam duas horas da manhã e você estaria acordada com a luz refletindo na ponta do seu narigão e dos seus oclinhos dos anos 40. Você veria se eu estava dormindo e quando abrisse a porta, eu fecharia os meus olhos bem rápido pra te obeceder, e você apagaria a luz com carinho. Quando eu colocasse meus pés no chão você estaria acordada limpando a sua linda casa. Eu sorriria meu mais puro sorriso de afeto e você responderia com aquele seu movimento unico de lábios, dentes e bochechas, o sorriso que coloria meu mundo. Eu te daria um beijo do qual você imitaria o barulho e nós fechariamos os nossos olhos na mesma expressão de sorriso de quem esta contente com tudo. Você diria ' tem pão, mamão,leite, ovomaltine; mas come o mamão primeiro, mamão faz bem pro intestino!" e eu reviraria os olhos pela milésima vez porque detestava a facilidade que você e o vovô tinham de falar sobre isso nas refeições. Nós comeriamos e eu puxaria qualquer assunto idiota porque pra mim, o importante sempre foi ouvi-la conversando. eu queria ouvir sua voz e me esforçava ao máximo para faze-la rir. E se você ria, ai sim, eu ganhava o dia. Parece que fiquei surda agora que não escuto mais o som do seu riso. Nós deitariamos pra assistir televisão o dia inteiro e eu, tola, ficaria bastante tempo no computador, mas se você chamasse, eu largava tudo e ia, até porque não é humanamente possível deixar que espere a dona dessa voz. Eu choro mentalmente ao lembrar que você só me chamava de Nana ou de Lu, e que jamais , jamais a não ser naquele dia em que misturei seus remédios, ouvi você me chamar pelo nome. Ser a Nana era meu refúgio em qualquer momento, estar com você era o meu prazer, era o meu luxo. Eu diria que iriamos passear de novo no vaca brava e tomariamos sorvete de milho até a barriga doer, tudo e tudo de novo! e sorriria e colocaria toda a minha fé nessas palavras, mesmo sabendo que nunca mais chegariamos a realizar nenhuma delas. Eu te chamaria de velinha, cabeça de ovinho, e se o Frederico dissesse isso então, ah, você estaria feita. Nunca vi isso, pessoa que ri da propria cabeça sem cabelos. Nunca vi isso, alguém que não deseja nada além de estar com a família e se preucupar em demasia por causa de tudo e todos. E ai ai, velinha que se preucupava com tudo era você! Mania de perseguição, mania de limpeza, perfeccionista e hipocondriaca, cheia de muitas de todas as fobias. Ai minha vovó que tinha os olhos mais bondosos de todo esse mundo.Ai todo meu sonho e toda sua pureza. Ai que dó e tristeza desse mundo que já não é mais esse seu mundo, nem o meu. Nunca vou me esquecer do dia em que me perdi e ,quando cheguei você chorava.quis morrer. Nunca vou me esquecer dos seus olhos inchados e vermelhos, do seu desespero só porque demorei pra chegar em casa. Nunca vou me esquecer do seu alivio, dos seus suspiros, e muito menos dos seus abraços. Eu me jogaria nos seus braços e te acalmaria pelo resto da minha existência. Eu te ouviria reclamar de tudo, eu ouviria você chorar por tudo, contando que você continuasse a existir e me salvar. Ai vovó, que grande mundo sem graça você me deixou! Tudo são trevas e nem tão logo deixarão de ser, se falar de você me trava a garganta , os dedos e os batimentos do coração. nunca vou esquecer nossos ultimos tempos juntas. Nossos olhares secretos que sabiam o que viriaa acontecer. Querida vovó, nunca vou esquecer o seu sorriso que dizia " deixe disso, tudo bem" e muito menos sua despedida. "Você foi uma das minhas melhores amigas". A melhor parte de mim. Vovó, não posso chorar escrevendo essa carta. Se o papai ou a mamãe aparecerem aqui e me verem chorando vão perguntar o que é, e eu nao posso simplesmente responder " é de saudades da vovó ", porque esse assunto é meio tabu nessa casa, e falar de você faz todo mundo contrair a garganta pra não ser fraco e deixar que os olhos comessem a marejar. Mas não posso fingir vó, não na sua frente, não consigo ser forte o tempo todo, maisjuro,eu tento. Queria que você tivesse ouvido as melhores coisas que eu tinha pra dizer sobre você, e não queria ter só repitido que você era meu anjo. E aquilo me mudou, você me mudou, e também a sua morte, e também a morte da felicidade e dos dias bonitos. Vovó os dias bonitos se foram, assim como as minhas esperanças e minhas ilusões sobre o que era a vida e o amor, mas não quer dizer que o que você plantou não virou flor e cobriu toda a aminha cabeça. Sim vovó, seus sorrisos deram fruto e me sobraram algumas poucas esperanças vitaminadas , alguns sorrisos resistentes, alguma garra que emanou de você e grudou em mim. Alguma fome de viver, alguma sede de justiça. Alguma vontade de abrir os olhos todas as manhãs e enxergar o mundo que, se não fosse por você, eu jamais chegaria a ver. E amanhã é seu aniversário... 65 ou 66 anos? acredita, eu não sei dizer. Mas é seu aniversário e eu vou passar o dia , Senil querida, sendo forte e sorridente, assim como você foi até o ultimo segundo. Vou segurar a sua mão velinha e sentir seu cheiro que impregna minhas lembranças, e o gosto do seu doce de morango vai inundar a minha boca. Nós vamos nos olhar mais uma vez, vovó, como naquele dia em que não sabiamos de nada e você parou de chorar de dor porque eu cheguei e você não queria que eu te visse chorar como um bebê. Eu vou me sentar na sua cama e fazer carinho na sua cabeça. Vou beijar cada centimetro das suas bochechas molinhas, e vejam só, o que vai surgir: o seu sorriso.
Vou lembrar do seu sorriso, particurlamente daquele, e olharei nos seus olhos com todo meu amor, que, só pra constar, não é pouco. por alguns segundos estaremos juntas, celebrando a sua vida, que , sendo sincera,
valeu muito mais que todo céu, todo mar, todo outro amor que eu já tive.
Adeus setembro, adeus chuva e adeus céu. Basta você ir embora que o calor e as negritudes voltam.
Sorria para mim, do Paraíso, que mesmo sem te ver, daqui da Terra, (Feliz, feliz feliz feliz aniversário dia 14.)
eu prometo, meu tesouro, que eu estarei sorrindo pra você.
As coisas tem mudado muito por aqui em sua casa. Acredito que , se ainda morassemos juntas você teria nos feito o favor de sugerir uma mudança. Iriamos todos para um lugar bonito e calmo do litoral, onde houvessem bastantes lojinhas para as suas compras. Seriam locais e o momentos perfeitos. Eu e você andariamos descalças na praia e nossos cabelos se embarassariam com o vento. A areia entupiria nossos poros e você ficaria a rogar precauções enquanto as ondas do mar lambessem seus dedos. Diria " uiuiui" como só você sabe, e o céu estaria limpido e azul. Estariamos a família inteira bem instalada numa casa colonial um num hotel 5 estrelas. Acho que você, dondocada como só, escolheria o hotel. Fariamos bastantes coisas inuteis a tarde inteira. Eu, você a mamãe e a madrinha, e, se fosse perfeito mesmo, até a futura priminha Beatriz. Quando estivessemos voltando pra casa ,tranquilamente, as barrigas cheias e as carteiras vazias, as caras satisfeitas, veja só, vovó o que aconteceria: começaria a chover. Bem devagarzinho sabe. O céu ficaria cinza mas depois voltaria a ser azul; e a chuva deliciosa molharia muito mais do que a estrada percorrida, muito mais que a praia , as árvores e o mar. Molharia eu e você. Tá,você reclamaria , com medo de um resfriado, mas eu, por dentro, exultaria.Até porque estamos falando do meu mundo perfeito, Dona Iraci, e nele eu posso escrever sem seguir regras gramaticais, e me sentar na grama verdinha do jardim, rodeada de passaros e sentindo frio nos pés. No meu mundo perfeito, sabe, agente conseguiria dormir em paz, e talvez eu acordasse as nove da manhã com o pescoço doendo porque os travesseiros da sua casa são finos e duros. Talvez a luz não entrasse pelas frestas dos meus olhos porque suas janelas eram muito bem tampadas com papel insufilme, e talvez ( sonhando alto) se fizesse frio, eu não o sentiria porque seriam duas horas da manhã e você estaria acordada com a luz refletindo na ponta do seu narigão e dos seus oclinhos dos anos 40. Você veria se eu estava dormindo e quando abrisse a porta, eu fecharia os meus olhos bem rápido pra te obeceder, e você apagaria a luz com carinho. Quando eu colocasse meus pés no chão você estaria acordada limpando a sua linda casa. Eu sorriria meu mais puro sorriso de afeto e você responderia com aquele seu movimento unico de lábios, dentes e bochechas, o sorriso que coloria meu mundo. Eu te daria um beijo do qual você imitaria o barulho e nós fechariamos os nossos olhos na mesma expressão de sorriso de quem esta contente com tudo. Você diria ' tem pão, mamão,leite, ovomaltine; mas come o mamão primeiro, mamão faz bem pro intestino!" e eu reviraria os olhos pela milésima vez porque detestava a facilidade que você e o vovô tinham de falar sobre isso nas refeições. Nós comeriamos e eu puxaria qualquer assunto idiota porque pra mim, o importante sempre foi ouvi-la conversando. eu queria ouvir sua voz e me esforçava ao máximo para faze-la rir. E se você ria, ai sim, eu ganhava o dia. Parece que fiquei surda agora que não escuto mais o som do seu riso. Nós deitariamos pra assistir televisão o dia inteiro e eu, tola, ficaria bastante tempo no computador, mas se você chamasse, eu largava tudo e ia, até porque não é humanamente possível deixar que espere a dona dessa voz. Eu choro mentalmente ao lembrar que você só me chamava de Nana ou de Lu, e que jamais , jamais a não ser naquele dia em que misturei seus remédios, ouvi você me chamar pelo nome. Ser a Nana era meu refúgio em qualquer momento, estar com você era o meu prazer, era o meu luxo. Eu diria que iriamos passear de novo no vaca brava e tomariamos sorvete de milho até a barriga doer, tudo e tudo de novo! e sorriria e colocaria toda a minha fé nessas palavras, mesmo sabendo que nunca mais chegariamos a realizar nenhuma delas. Eu te chamaria de velinha, cabeça de ovinho, e se o Frederico dissesse isso então, ah, você estaria feita. Nunca vi isso, pessoa que ri da propria cabeça sem cabelos. Nunca vi isso, alguém que não deseja nada além de estar com a família e se preucupar em demasia por causa de tudo e todos. E ai ai, velinha que se preucupava com tudo era você! Mania de perseguição, mania de limpeza, perfeccionista e hipocondriaca, cheia de muitas de todas as fobias. Ai minha vovó que tinha os olhos mais bondosos de todo esse mundo.Ai todo meu sonho e toda sua pureza. Ai que dó e tristeza desse mundo que já não é mais esse seu mundo, nem o meu. Nunca vou me esquecer do dia em que me perdi e ,quando cheguei você chorava.quis morrer. Nunca vou me esquecer dos seus olhos inchados e vermelhos, do seu desespero só porque demorei pra chegar em casa. Nunca vou me esquecer do seu alivio, dos seus suspiros, e muito menos dos seus abraços. Eu me jogaria nos seus braços e te acalmaria pelo resto da minha existência. Eu te ouviria reclamar de tudo, eu ouviria você chorar por tudo, contando que você continuasse a existir e me salvar. Ai vovó, que grande mundo sem graça você me deixou! Tudo são trevas e nem tão logo deixarão de ser, se falar de você me trava a garganta , os dedos e os batimentos do coração. nunca vou esquecer nossos ultimos tempos juntas. Nossos olhares secretos que sabiam o que viriaa acontecer. Querida vovó, nunca vou esquecer o seu sorriso que dizia " deixe disso, tudo bem" e muito menos sua despedida. "Você foi uma das minhas melhores amigas". A melhor parte de mim. Vovó, não posso chorar escrevendo essa carta. Se o papai ou a mamãe aparecerem aqui e me verem chorando vão perguntar o que é, e eu nao posso simplesmente responder " é de saudades da vovó ", porque esse assunto é meio tabu nessa casa, e falar de você faz todo mundo contrair a garganta pra não ser fraco e deixar que os olhos comessem a marejar. Mas não posso fingir vó, não na sua frente, não consigo ser forte o tempo todo, maisjuro,eu tento. Queria que você tivesse ouvido as melhores coisas que eu tinha pra dizer sobre você, e não queria ter só repitido que você era meu anjo. E aquilo me mudou, você me mudou, e também a sua morte, e também a morte da felicidade e dos dias bonitos. Vovó os dias bonitos se foram, assim como as minhas esperanças e minhas ilusões sobre o que era a vida e o amor, mas não quer dizer que o que você plantou não virou flor e cobriu toda a aminha cabeça. Sim vovó, seus sorrisos deram fruto e me sobraram algumas poucas esperanças vitaminadas , alguns sorrisos resistentes, alguma garra que emanou de você e grudou em mim. Alguma fome de viver, alguma sede de justiça. Alguma vontade de abrir os olhos todas as manhãs e enxergar o mundo que, se não fosse por você, eu jamais chegaria a ver. E amanhã é seu aniversário... 65 ou 66 anos? acredita, eu não sei dizer. Mas é seu aniversário e eu vou passar o dia , Senil querida, sendo forte e sorridente, assim como você foi até o ultimo segundo. Vou segurar a sua mão velinha e sentir seu cheiro que impregna minhas lembranças, e o gosto do seu doce de morango vai inundar a minha boca. Nós vamos nos olhar mais uma vez, vovó, como naquele dia em que não sabiamos de nada e você parou de chorar de dor porque eu cheguei e você não queria que eu te visse chorar como um bebê. Eu vou me sentar na sua cama e fazer carinho na sua cabeça. Vou beijar cada centimetro das suas bochechas molinhas, e vejam só, o que vai surgir: o seu sorriso.
Vou lembrar do seu sorriso, particurlamente daquele, e olharei nos seus olhos com todo meu amor, que, só pra constar, não é pouco. por alguns segundos estaremos juntas, celebrando a sua vida, que , sendo sincera,
valeu muito mais que todo céu, todo mar, todo outro amor que eu já tive.
Adeus setembro, adeus chuva e adeus céu. Basta você ir embora que o calor e as negritudes voltam.
Sorria para mim, do Paraíso, que mesmo sem te ver, daqui da Terra, (Feliz, feliz feliz feliz aniversário dia 14.)
eu prometo, meu tesouro, que eu estarei sorrindo pra você.
domingo, 11 de setembro de 2011
Deserto e sem oasis
Aproveitando que estou animada hoje, ( porque amanhã tenho aula o dia inteiro e vou chegar completamente mau humorada ) vou postar algumas fotos do meu dia de glória nesse calor.
Pra quem não sabe não chove a mais de 90 dias em Goiás, sabe se lá o quanto significa esse ' a mais' , e estamos vivendo uma situação jamais vista. Fato é que todos os dias enfrentamos um calor pegajoso e excruciante, acompanhado de humidades do ar que constantemente chegam a 10 %. Trata-se de uma estufa invisivel colocvada sobre as nossas cabeças e tem sido insuportavel andar a luz do dia quanto amis sobreviver sem ar condicionado ( se vc como eu não po contar com um, sabe do que estou falando )
Em dias sem esperança e morbidos como esses que estamos vivendo, eis que surge a luz, as amigas do peito que tem em casa, vejam só, uma piscina! Não precisam ser, tá bem, amigos do peito, mas no meu caso trata-se de uma de minhas melhores amigas.

Ana Luiza eu te amo, e amo ainda mais a sua piscina ! brincadeira ! A verdade é que é muito bom estar entre os amigos. Estar com vocês quarta foi inesquecível.
Emfim, divirtam-se com o meu carisma !
( Ana Luiza, super fotogênica , primeira do lado direito. ;*)
Pra quem não sabe não chove a mais de 90 dias em Goiás, sabe se lá o quanto significa esse ' a mais' , e estamos vivendo uma situação jamais vista. Fato é que todos os dias enfrentamos um calor pegajoso e excruciante, acompanhado de humidades do ar que constantemente chegam a 10 %. Trata-se de uma estufa invisivel colocvada sobre as nossas cabeças e tem sido insuportavel andar a luz do dia quanto amis sobreviver sem ar condicionado ( se vc como eu não po contar com um, sabe do que estou falando )
Em dias sem esperança e morbidos como esses que estamos vivendo, eis que surge a luz, as amigas do peito que tem em casa, vejam só, uma piscina! Não precisam ser, tá bem, amigos do peito, mas no meu caso trata-se de uma de minhas melhores amigas.

Ana Luiza eu te amo, e amo ainda mais a sua piscina ! Emfim, divirtam-se com o meu carisma !
( Ana Luiza, super fotogênica , primeira do lado direito. ;*)
Mais de Florbela sobre as noites mal dormidas
A vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo ,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo ,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida
Tomando vergonha na cara e voltando
Queridos leitores que provavelmente não existem,
você tem um autor ou autora favoritos? pode ser de qualquer coisa... Livros, Artigos, Prosas, Poemas, musicas( ai já nao é compositor?kk) Filmes!
Eu tenho bastantes. Na verdade tenho uma pilha de livros dos meus autores favoritos que eu organizo na minha escrivaninha de forma que eu possa ve-los todos os dias. Pode parecer um habito estranho mas, quando a renda é apertada, agente gosta de observar aquilo que commuito esforço, agente conseguiu comprar \o/
Foi pensando nisso que hoje eu decidi voltar a escrever periodicamente, falando da Florbelinha. Florbelinha, como eu carinhosamente a chamo, é na verdade Florbela Espanca, uma encantadora escritora meolodramática que antes de eu nascer escrevia sobre coisas exatas que eu sinto agora ! Os poemas são de uam simplicidade e sonoridade impressionantes. O que eu mais adoro nela é que tudo que ela produziu foi belo , e porque não admitir, pessimista. como sou uma pessoa batsante pessismista por dentro sinto como se eu mesma fosse uma extensão da florbelinha, minha amiga ! Pra quem quiser conferir aqui um dos meus poemas favoritos:
Anseios (Florbela Espanca)
Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!
Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...
Não 'stendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge, Na paz da tua cela, a soluçar...
você tem um autor ou autora favoritos? pode ser de qualquer coisa... Livros, Artigos, Prosas, Poemas, musicas( ai já nao é compositor?kk) Filmes!
Eu tenho bastantes. Na verdade tenho uma pilha de livros dos meus autores favoritos que eu organizo na minha escrivaninha de forma que eu possa ve-los todos os dias. Pode parecer um habito estranho mas, quando a renda é apertada, agente gosta de observar aquilo que com
Foi pensando nisso que hoje eu decidi voltar a escrever periodicamente, falando da Florbelinha. Florbelinha, como eu carinhosamente a chamo, é na verdade Florbela Espanca, uma encantadora escritora meolodramática que antes de eu nascer escrevia sobre coisas exatas que eu sinto agora ! Os poemas são de uam simplicidade e sonoridade impressionantes. O que eu mais adoro nela é que tudo que ela produziu foi belo , e porque não admitir, pessimista. como sou uma pessoa batsante pessismista por dentro sinto como se eu mesma fosse uma extensão da florbelinha, minha amiga ! Pra quem quiser conferir aqui um dos meus poemas favoritos:
Anseios (Florbela Espanca)
Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!
Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!
Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...
Não 'stendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge, Na paz da tua cela, a soluçar...
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