quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Indolor incolor

Boa noite queridos inexistentes leitores!!
Pra quem não sabe, ( ou não ouviu meus gritos de alegria e lágrimas) , hoje choveu em Goiania. Sim, acreditem ou não, choveu. E não contente com um chuvisco, veja só, meu Deus! choveu o dia todo. Só pra relembrar que eu amo a chuva e que meu coração foi inundado de felicidade. Sim, hoje estou declarando amor a todas as coisas. Mais tarde ou amanhã falarei mais sobre chuvas, calor e etc etc.
Hoje, gostaria de postar um dos meus poemas favoritos.( notem a ambiguidade- estou revendo ambiguidade em texto kk) Não, não fui eu quem escreveu. Foi o meu melhor amigo Klaus.
Vou posta-lo porque, bem ,porque tive vontade e tem tudo a ver com o dia.
Maravilhosa noite chuvosa pra todos vocês.

Dor e domadores de elefantes







É para esconder a saudade


Eu escrevo agora


É para sufocar


Entupir-me com meus próprios álibis

 
Vamos rir das pessoas estranhas


Que circulam por esta rua.


Rir devagar, apreciando.


E depois, esquecer desses rostos


E a beleza das rosas.






As folhas secas espalhadas


Pelo chão da casa


Estalam sob nossos pés descalços


Que dançam às escuras.






Não brincar com o ofício dos anjos


É minha sugestão a mim mesmo:


Não escrever.


Isto provoca lembranças


E um desejo de não ser nada


Para ao menos tentar desejar.






Faça um teste numa noite:


Cace pirilampos.


Deixe-os carregarem você pelo céu.


Permita e ria


Ria com soberba de sua agonia.






Quando o dia estiver amarelo


E chover subitamente


Não diga que não avisei, não brinque


Com o ofício dos anjos.






Todos nós o conhecemos


Conhecemos o velho boiadeiro


Que beija sua gaita pelo prado


Sobre seu cavalo branco.


E não são melodias vãs


O velho toca Guns.






Perdão se falta o sentido


É que meus olhos se fecham


Se fecham para me transportar ao além


E ninguém disse que seria fácil...






É impossível dormir


Pensando que num átimo adormecido,


Acorda-se.






Eu sei.


Sei que em algum campo qualquer


Correm livres os coelhos


É difícil imaginar


Alguém atroz o bastante para extrair


Do morango, o seu vermelho.

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