
E eu disse, deixe uma vela acesa.
Sobre seu telhado, alinhada à janela de seu quarto. E deixe-a aberta, para não fazer alarde. Deixe a cortina se repousar, quieta. Durma um pouco, mas esteja preparada. Eu estarei aqui. Eu e mais alguém.
Assim foi feito. No decorrer da madrugada, levantei-me de minha cama e às escuras, procurei meus tênis e um agasalho. Abri a janela. O sopro da noite me dava a sensação de frio. Não foi tudo: do lado de fora do muro de minha casa, sob a luz amarelada e falha de um poste, um garoto me esperava. Desde então, foi como um sonho que realmente tive, nós dois corríamos pela rua escura e talvez fosse engraçado, porque ríamos. Então a rua foi morrendo, cortada por um bulevar de ipês, e nós pulamos.
Minhas costas se contorceram, como se houvessem asas internas se libertando pelos poros de minha pele. Minha coluna doía como se a apertassem. E do pulo, não voltamos ao chão.Prosseguimos. No ar. Voando, rindo.
Foi fácil achar sua casa. Havia uma vela sobre o telhado. Ela não fez o que prometera, não dormiu. Eu tomei-a pela mão esquerda e ele, pela direita. Vimos a cidade toda por baixo de nós. Sentimos o gosto das nuvens. Elas são doces, sabia? Pois são.
Essa história vai se repetir. Todas as noites. Não se esqueça de acender a vela hoje, Judie Jan.
Luuuuuuuuuuuuuuh parabéns pelo seu blog, eu me arepio mts vezes quando leios algumas postagens!so q tambem sinto muitooo frio!!rsrsrs
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