sábado, 7 de agosto de 2010

eu sou um doce de pêssego


Eu sou um doce de pêssego

No meio do campo deserto á um pessegueiro
Ele jamais floresce.
Todos os dias ele canta
Apaga a luz como as velhas santas.

O pessegueiro está cansado
Seu caule começa a descascar
O pessegueiro é bonito
Admira de olhar.
Mas ele nem brilha,
Não aprecia o luar

O pessegueiro gosta dos poemas
São elas as suas flores.
Nos dias em que eles vêm,
Roubam de todos as dores

O Pessegueiro está magoado com as raízes
Recusa-se a gostar da água
Jogando fora as diretrizes e as matrizes
A toalha continua intocada, e desolada.

O pessegueiro nem sente nada.
Peguem todos as suas malas,
Vamos fazer um doce

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