
Eu sou um doce de pêssego
No meio do campo deserto á um pessegueiro
Ele jamais floresce.
Todos os dias ele canta
Apaga a luz como as velhas santas.
O pessegueiro está cansado
Seu caule começa a descascar
O pessegueiro é bonito
Admira de olhar.
Mas ele nem brilha,
Não aprecia o luar
O pessegueiro gosta dos poemas
São elas as suas flores.
Nos dias em que eles vêm,
Roubam de todos as dores
O Pessegueiro está magoado com as raízes
Recusa-se a gostar da água
Jogando fora as diretrizes e as matrizes
A toalha continua intocada, e desolada.
O pessegueiro nem sente nada.
Peguem todos as suas malas,
Vamos fazer um doce
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