sábado, 11 de setembro de 2010

Maças e setembros

A minha maçã




Como em tantas outras vezes

Começo por dizer pequenas palavras

Imortais, contagiantes, minhas:

Ela é linda



Sempre foi e não deixa de ser

Aos meus olhos

Que, mesmo cegos

Linda, a veem por aí



Até ao sorrir

Sorriso dúbio ou de astúcia incomum

Em rubor, tremulando

Mostrando em dentes o que mais quis



Não podem me ler

Aqueles que tentam, condenam

Mas a verdade, o único ínfimo pedaço de verdade que resta

É ela, e ela é linda



Quando os raios vierem

Por detrás da aurora

Para regar seu coração

Que, apesar da rima, não chora



Eu vou dizer,

Como digo em constância

Dos sentidos mais vis até os seus

O que compreendi



Que até longe de mim

Deve ser pra sempre ainda

E até mais, assim

Sempre, sempre linda
                (Marco Aurélio Faleiro)

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