terça-feira, 20 de julho de 2010

Numa pequena caixinha


este é um dos meus poemas favoritos. Provavelmente só perde para Soneto a sorrir, Meu anjo, e Pedaço da Perfeição .Eu me sinto a pessoa mais sortuda da face da Terra, só por poder chama-los de meus.

Numa pequena caixinha

Já escrevi milhares de vezes minha paixão
Já vaguei pelas vorazes e vadias sombras da lua
Amei cada pétala soprada, a mim atirada, em vão
E jamais encontrei tal beleza, como a tua

Opacos, meus olhos anseiam qualquer razão
Para derramarem lágrimas na minha face nua
Rendi-me ao teu encanto e ele fez-me são
E logo depois me tornou completa insânia crua

Entrego-lhe todo o meu amor, mudo
(Não te esqueças, ele é teu e não há de acabar)
Numa pequena caixa de negro veludo

Um presente se também a ti a solidão tragar
Negro para que o escondas bem de todos e tudo
E pequeno para que o leves contigo por onde andar

(Marco faleiro)

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